Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Amigos e leitores, estou aqui para informar: precisarei ficar fora do ar por algum tempo, ainda indeterminado, em face de previstos e imprevistos, mais aqueles do que estes.
Os previstos são principalmente de ordem familiar, fortemente ligados aos netos que cada vez mais merecem dedicação dos avós. Mas são também de ordem profissional/existencial: decididamente, não dá mais pra fazer coluna diária como vinha fazendo até recentemente, com foco integral sobre a vida política da cidade, exercendo permanente vigilância no crime organizado da área pública.
Não dá mais, mesmo? Não! Pra mim, não. Estou nessa cruzada há algumas décadas e hoje constato: chegou aquele momento da vida em que é preciso reciclar para ter condições de continuar atuando. Sem aprofundar muito, é mais ou menos aquilo que acontece com atletas, profissionais ou amadores: as pernas cansam, falta gás e aí é hora de pendurar a chuteira ou o tênis. A batalha, no entanto, no meu caso, vai continuar sim senhor e sim senhora. Vou tratar de definir um novo estilo, mas asseguro que estarei por perto, mais dia menos dia. Reciclando...
Os tais imprevistos não têm nada de especial. Apenas probleminhas com as máquinas de trabalhar, coisas que a gente resolve em pouco tempo. E além disso, estava entrando em um processo de sufoco ou coisa parecida, devido ao excesso de intervenções ou acessos, de amigos conhecidos ou leitores desconhecidos, uma situação muito difícil de administrar no dia-a-dia. Especialmente nestes tempos eleitorais que, cá para nós, já esgotaram todos os limites de um ser participante que não admite práticas de concessões.
Peço desculpas aos que me escreveram nos últimos dias e devem estar aguardando uma resposta. Desta vez ficarei devendo.
Então é isto. Se alguém disser que eu cansei, não precisa desmentir. O cansaço é natural, em qualquer atividade. Mas logo estarei de volta, depois de um pouco de descanso. Para alguns, merecido. Para outros, imerecido. Mas a vida não é assim?
Então, até qualquer hora.