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Délio César
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Comentários de 18/08/2008. (Exibir os mais recentes)

USINAS DO TIBAGI: CRITICAS, ATAQUES, MAS VÊM AÍ

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

   Militante da causa ambiental, integrando o Grupo de Comunicação da Ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE), o jornalista Marcelo Frazão envia à coluna cópias de documentos técnicos relacionados aos estudos de impactos na futura Usina Hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi.

   Destaco a posição equilibrada do Marcelo. Defende pra valer seus pontos de vista e os posicionamentos da Ong, mas, ao contrário de outros que apenas esbravejam, trata de fundamentar o que afirma com estudos e relatórios de prospecções na área a ser inundada. Merece respeito pelo amadurecimento, mesmo sendo um profissional relativamente novo.

   Palavras do jornalista: “Estamos estudando outros casos semelhantes de problemas com a água de reservatórios país afora, para aprofundarmos mais ainda a questão. Temos um grupo de estudo permanente sobre o assunto, que analisa relatórios, faz expedições, coleta dados, contradita informações”.

   E mais: “Não temos problemas com exageros - tudo o que falamos é baseado em laudos, análises e informações ou de pesquisadores da UEL ou dos documentos do próprio Consórcio que quer construir a UHE Mauá. Todos estão disponíveis no site da Copel - à exceção do EIA/Rima fraudado”.

   Marcelo Frazão chegou mesmo a convidar-me para participar do grupo em que atua “para conhecer mais sobre o sistema energético nacional e sobre o impacto de usinas hidrelétricas”.

   Agradeço pelo convite, mas não há como participar. De qualquer forma, busquei em uma curta pesquisa e lá encontrei o blog da Ong, que desconhecia. Se alguém quiser, está aqui: http://ongmae.blogspot.com/2004/06/conhea-ong-mae.html

   Não significa, claro, que eu assuma posições defendidas pela instituição. Entendo, sim, que todo tema atual precisa ser debatido com responsabilidade, sem atropelos como acontece muito por aí.

   Nunca me esqueço dos xingamentos e das besteiras que fomos obrigados a ouvir ou ler na época do “apagão” durante o governo FHC. A vida nos ensinou e continua ensinando que o problema energético é dos mais sérios dos nossos tempos e só mais recentemente estamos vendo alternativas futuras para substituir as antigas geradoras. As divergências e contradições fazem parte da vida, têm tudo a ver com os avanços tecnológicos. Então, divergir faz bem. O que não pode acontecer é interromper tudo devido a razões menores ou discutíveis.

   Exemplos? Pois não: assim como já pesquei dourado, pacu e outros peixes nobres no Tibagi, hoje pesco “importados” do Norte na Capivara, tal como pesco com meus netos a “estrangeira” e gostosa tilapia nos pesque-pagues. E também já puxei muito bagre no Rio Madeira, bem na cachoeira onde será implantada a grande usina de Santo Antônio. Que defendo, da mesma forma como defendo os projetos do Tibagi...

   “SÃO PASSIONAIS, NÃO DIZEM A VERDADE”

    A mobilização contra as usinas do Rio Tibagi tem o mesmo ritmo de tantas e tantas outras que aconteceram e acontecem no País. Inclusive em Rondônia, com o Rio Madeira.

   O atual secretário estadual de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, vem sendo fustigado há anos pelo movimento dos ambientalistas, alguns de verdade, outros nem tanto, alguns aproveitadores para fins carreiristas. Não há nada de novo nisso, tal como no sindicalismo profissional hoje aboletado no poder – até quando hem?.

   A verdade, entretanto, gostem ou não, é que o secretário Rasca conseguiu sobreviver, enquanto as muitas ações propostas na Justiça não tiveram o desejado efeito de impedir as hidrelétricas; e  as obras estão para começar em Mauá. Depois, com a mesma trabalheira, virão as outras usinas projetadas.

   O secretário já esteve debatendo tudo isso com os contrários, na UEL. E lá repetiu o que sempre afirma: que é uma irresponsabilidade dizer que existem fraudes, que as acusações são levianas e têm objetivos políticos, que é uma falta de compromisso com a realidade e com o Paraná essa previsão de que a água do rio será contaminada.

   Enfim, é isso aí. Pode ser que consigam algum outro artifício para atrasar um pouco mais essas obras importantes para o sistema de energia. Mas também pode ser que não. O fato é que, com ou sem barulho, a primeira hidrelétrica vai começar.

                                               <><><><><><>  

   NO LIVRO DO PARANAGUÁ

    O livro-biografia do ex-prefeito Dalton Paranaguá, trabalho do jornalista José Antônio Pedriali, tem informações interessantes sobre aqueles anos brabos, de 1968 a 1973. Muito variado, tem vasto material político do Paraná e especialmente de Londrina.

   Pedriali inseriu no livro a composição da conflitante Câmara Municipal durante o mandato de Dalton. Eu estava lá, era um dos nove do velho MDB, contra doze da Arena.

   Como o livro traz a votação de cada vereador, vou logo destacando, antes que comecem a repetir, em tom jocoso, que eu fui o menos votado dos 21 eleitos. Verdade. Aliás, já escrevi isso outras vezes, sempre lembrando: o cassado A.Casemiro foi o mais votado (2.507 votos) e eu o rabeira da turma (738 votinhos). Só tem um detalhe: eu não fiz campanha, não pedi votos, pois estava cuidado do 1º. Festival Universitário.

ÁLVARO LÁ – Álvaro Dias fez apenas 991 votos, foi o décimo na lista, mas chegou ao Iguaçu e ao Senado. Belinati, além de tri-prefeito, disputou com Álvaro, em 74, a posição de segundo deputado federal mais votado do país. Perdeu essa e ficou em quarto ou quinto. Daquele colegiado saíram mais três deputados estaduais: Dácio Leonel, José Antônio Del Ciel (prefeito por nove meses) e Otássio Pereira.

    ... E ALÉM DO LIVRO

    Lembrei-me, daqueles tempos, de uma reportagem sobre Londrina publicada na saudosa revista Realidade. Sabia quem havia escrito: o meu amigo Ruy Fernando Barboza. Então, pedi que ele fizesse um resumo do que produziu há trinta e seis anos. E o Ruy atendeu:

   - O Dalton Paranaguá foi personagem dessa matéria, na edição Nossas Cidades, da revista Realidade, em 1972. Na época, percorri todas as regiões brasileiras, durante três meses, em busca das características principais do novo homem urbano brasileiro, já que o censo de 1970 havia constatado que pela primeira vez o Brasil tinha a população das cidades maior que a rural, ou seja, passamos a ser um país urbano. Fiquei impressionado com o Dalton, e expressei isso na matéria. Destaquei o espírito inovador e criativo do londrinense, que, entre outras coisas, havia pioneiramente eliminado o amarelo entre o vermelho e o verde quando o semáforo vai abrir (depois o Brasil inteiro copiou isso), falei até da criação londrinense de tomar cerveja em lata (quando lançaram a Skol) botando sal e limão na tampinha (lembra?), e do amor dos cidadãos pela cidade, cuidando e plantando nas áreas verdes das calçadas, por exemplo. Dalton me deu uma canseira física (era difícil acompanhar o ritmo de futebol de salão dele, mas consegui!), pra mostrar suas obras, sobretudo as do Vale Verde, de que se orgulhava muito pela solução dada, com as pedras amontoadas no fundo do vale através das quais o pântano foi sendo drenado, e acho que até hoje é assim, mantendo a mesma beleza preservada. Não me lembro se o Moringão e o parque em torno já estavam inaugurados, mas me lembro que, quando assessores próximos queriam, para exaltar sua gestão, falar mal de prefeitos anteriores, ele pedia silêncio e dizia "Refresca a moringa!" (uma coisa que o Lula e demais petistas bem que podiam ter aprendido com Dalton!). Vem daí, dessa frase do prefeito, o nome Moringão, que ainda não tinha sido dado, mas que mostra o quanto Dalton queria que o povo da cidade tivesse bons espaços de relaxamento e alivio de tensões”.

C-U-R-T-I-N-H-A-S

1 – Esta terça marca o início da campanha pra valer, com todos os candidatos no rádio e na televisão. Prefeituráveis, nem todos, terão tempo razoável pra dizer o que pensam e apresentar seus programas de governo.

2 – Alguns, entretanto, de partidos pequenos e sem alianças, mostrarão a cara, darão bom dia ou boa noite e ... pronto... acabou-se  o programa. Nada de novo, porém complicado devido ao grande número de candidatos.

3 – Amanhã, só os candidatos a vereador vão para o ar. Eles terão os horários às terças e quintas, enquanto os que concorrem a prefeito têm três dias: segundas, quartas e sextas-feiras. Serão 45 dias de programa, encerrando em 2 de outubro.

4 – Na Câmara, amanhã, será dia de apreciar vetos do prefeito sobre três projetos de iniciativa dos vereadores. Mas tem também um quarto veto, em matéria enviada pelo próprio prefeito. Agora é o  plenário que decide: quando mantém o veto, vai para o arquivo; se derruba, vira lei. Mesmo que o prefeito não goste.

5 – Um dos projetos vetados é da petista Maria Ângela Santini; outro do também “companheiro” do PT Gláudio Renato de Lima. O projeto do próprio Executivo teve veto parcial devido a enxertos que fizeram na proposta original.

06 – Michel Fegury Júnior, candidato a vereador. Também já implantou o seu blog, onde apresenta biografia e plataforma. Endereço:   www.michelfeguryjunior43034.can.br  Ele pede a quem ler que apresente críticas, “sejam elas quais forem”.

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Conteúdo de autoria de Délio César.
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