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AQUI, UMA PARADA. É HORA DE RECICLAR
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
Amigos e leitores, estou aqui para informar: precisarei ficar fora do ar por algum tempo, ainda indeterminado, em face de previstos e imprevistos, mais aqueles do que estes.
Os previstos são principalmente de ordem familiar, fortemente ligados aos netos que cada vez mais merecem dedicação dos avós. Mas são também de ordem profissional/existencial: decididamente, não dá mais pra fazer coluna diária como vinha fazendo até recentemente, com foco integral sobre a vida política da cidade, exercendo permanente vigilância no crime organizado da área pública.
Não dá mais, mesmo? Não! Pra mim, não. Estou nessa cruzada há algumas décadas e hoje constato: chegou aquele momento da vida em que é preciso reciclar para ter condições de continuar atuando. Sem aprofundar muito, é mais ou menos aquilo que acontece com atletas, profissionais ou amadores: as pernas cansam, falta gás e aí é hora de pendurar a chuteira ou o tênis. A batalha, no entanto, no meu caso, vai continuar sim senhor e sim senhora. Vou tratar de definir um novo estilo, mas asseguro que estarei por perto, mais dia menos dia. Reciclando...
Os tais imprevistos não têm nada de especial. Apenas probleminhas com as máquinas de trabalhar, coisas que a gente resolve em pouco tempo. E além disso, estava entrando em um processo de sufoco ou coisa parecida, devido ao excesso de intervenções ou acessos, de amigos conhecidos ou leitores desconhecidos, uma situação muito difícil de administrar no dia-a-dia. Especialmente nestes tempos eleitorais que, cá para nós, já esgotaram todos os limites de um ser participante que não admite práticas de concessões.
Peço desculpas aos que me escreveram nos últimos dias e devem estar aguardando uma resposta. Desta vez ficarei devendo.
Então é isto. Se alguém disser que eu cansei, não precisa desmentir. O cansaço é natural, em qualquer atividade. Mas logo estarei de volta, depois de um pouco de descanso. Para alguns, merecido. Para outros, imerecido. Mas a vida não é assim?
Então, até qualquer hora.
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POR QUE PERDEMOS PARA A PEQUENA JAMAICA?
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008-08-22
Neste final de tarde em que escrevo a coluna, a última dos dias olímpicos, confiro aqui a relação das medalhas na China. Vê lá se eu, com esta vida inteira sempre ligado ao esporte, deixaria a Olimpíada passar em branco. De jeito algum!
Pra quem não me conhece direito, tenho que registrar os esportes que pratiquei na vida: futebol, basquete, vôlei, futebol de salão e tênis de mesa (que se chamava pingue-pongue). Só isso? Tá bom, tem mais alguns que nem conto porque eu ficava no banco de aspirantes... mas fiz salto à distância e salto em altura, além de levar muito xeque-mate no xadrez. Agora, o que eu mais gostava era de organizar torneios, criei até os Jogos Universitários de Londrina junto com o João Brauko, em 64, mas... chega né?
Então, voltemos a Pequim, porque domingo a Olimpíada termina.
A China é mesma a campeã geral em medalhas de ouro: 47 nesta tarde, contra 31 dos Estados Unidos, 18 do Reino Unido, 17 da Rússia, 14 da Alemanha. Daqui a pouco isso muda.
Na soma, todavia (ouro, prata e bronze), os norte-americanos estão emplacando 102 contra 89 dos chineses e 57 dos russos. Sou contra contar apenas ouro, defendo o total de medalhas (é o critério de vários países).
Nesta hora em 26º. lugar, o Brasil está com 12 medalhas – 2 de ouro, 3 de prata e 7 de bronze. Sem contar os países desenvolvidos, como Itália, França, Japão e mais alguns, além daqueles primeiros lugares, temos à nossa frente estes países pobres, ou em “desenvolvimento”: Jamaica (6 de ouro), Ucrânia (5), Bela Rússia (4), Etiópia (3) e Geórgia (3). Cuba e Quênia empatam em 2 de ouro, mas ganham no total ou em prata. Como são 77 os países que ganharam medalha, temos pra baixo de nós outros 51.
IGUALAR O RECORDE? – Teremos, começando agora, mais dois dias de Olimpíada e são poucas as chances do Brasil faturar mais uma ou outra medalha. A nossa Natália Falavigna, nesta noite, é uma das poucas esperanças. Temos 12 medalhas e duas outras garantidas no vôlei masculino e feminino, que podem ser de ouro ou de prata. Assim, 14 medalhas, uma a menos que o nosso recorde que aconteceu em Atlanta (EUA, 1996). Lá foram 15 no total, com 3 de ouro. Há quatro anos, em Atenas, conseguimos 5 de ouro, mas apenas 10 no total.
POR QUE A JAMAICA?
A estas horas em 11º. lugar, a Jamaica tem apenas 10 medalhas no total, perdendo para as nossas 12. Mas faturou 6 de ouro, daí esta excelente classificação para um país tão pequeno, à frente da França, da Espanha, do Canadá, do Brasil e vários outros.
O ouro jamaicano deve-se especialmente ao atletismo, em provas de velocidade. Aliás, já esteve no pódio quase 50 vezes e só uma não foi em corrida de velocidade, foi um bronze em ciclismo.
Vamos fazer uma visitinha a essa pequena ilha do Mar do Caribe. Fica perto de Cuba e do Haiti, tem apenas 10.991 km2 de área (6,5 vezes o município de Londrina), quase vinte vezes menor que o Paraná, com população na faixa de 2,7 milhões.
É um país pobre, população apaixonada por reggae, críquete e futebol. Como explicar, então, toda essa velocidade que coloca os jamaicanos com medalhas de ouro no peito, deixando para trás os corredores das grandes nações?
A resposta veio antes da Olimpíada: “A explicação para esta verdadeira fábrica de velocistas passa por uma estrutura montada especialmente para descobrir atletas potenciais. Apesar dos recursos escassos – o PIB do país sequer chega à casa dos US$ 12 bilhões -, a Jamaica conta com uma universidade especializada em formar treinadores e olheiros que garimpam novos talentos. Foi assim que a Jamaica descobriu Usain Bolt, atual recordista dos 100 metros com a marca de 9s72. Até os 12 anos, Bolt era um garoto pobre (...) que atingiu o estrelato nesta temporada ao bater o recorde de seu compatriota Asafa Powell, em maio, nos Estados Unidos”.
E O BRASIL ?
Todos os países pobres com sucesso nas competições têm a mesma resposta que a Jamaica: investem no esporte, montam esquema para descobrir talentos entre a população, nos bairros e nos vilarejos e proporcionam técnicas atualizadas. Daí, podem formar grandes atletas e colecionar medalhas mundiais.
O potencial brasileiro, por todas as condições que o País oferece, é dos primeiros de todo o mundo. Além do futebol, os esportes que ganharam estruturas internas, especialmente o vôlei e o basquete (nesta hora em baixa, mas como histórico respeitado) estão aí provando que temos tudo para disputar a Olimpíada com sucesso. O tema é vasto e os exemplos são muitos, a começar pela própria China, que em outros tempos era apenas figurante e hoje levanta a taça maior do esporte mundial.
Esse tipo de exemplo que nos dá a Jamaica pode também ser adotado por qualquer município, dependendo da força que clubes, escolas, empresas e administradores proporcionem a essa atividade tão importante na vida de qualquer povo.
NATAÇÃO LONDRINENSE JÁ BRILHOU
Londrina teve, há meio século, nos anos 50, uma experiência que impressionou os que faziam esporte amador no país. Como era possível uma cidade de apenas 20 anos, com população de uns 80 mil habitantes (a maioria da zona rural) formar tantos campeões de natação?
A explicação é de sentido jamaicano: um clube, o Londrina Country, tinha um treinador – Luiz Jorge Moreira – que preparou os filhos de associados e abriu a antiga piscina de 25 metros para jovens da cidade. Resultado: campeões paranaenses, brasileiros e até medalhas internacionais.
A cidade só tinha duas piscinas quando forjou campeões. Lembrando alguns nomes: João Brauko, Jorge Calixto, Horst Tolkimit, Lílian Moreira (filha do técnico), Glória Funaro, Rosa Maikuma, os irmãos Brandão e outros, muitos outros, que orgulharam Londrina. Alguns faleceram, mas a maioria está aqui, com suas inúmeras medalhas lembrando jornadas gloriosas.
De lá para cá, Londrina não teve mais campeões? Teve sim, um ou outro. Mas a cidade de meio milhão de habitantes, com centenas de piscinas, não esquece seus vencedores da pequena Londres coberta pela poeira roxa. Boas histórias como essa podem voltar a acontecer, com qualquer esporte. Basta querer.
Até segunda-feira.
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CORRUPÇÃO: TEMOS TUDO A VER COM ISSO!
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Londrina estará muito bem representada hoje no lançamento, em Curitiba, da campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”. Lá estará um grupo tendo à frente o empresário Valter Orsi, aquele que foi o principal líder do movimento “Pé Vermelho! Mãos Limpas”, que nos anos de 1999 e 2000 mobilizou a sociedade londrinense para a derrubada da quadrilha que dominava a Prefeitura.
A nova campanha, que aos poucos vai sendo implantada nos estados brasileiros, é da maior importância para o momento e, em especial, para o futuro do nosso País. É iniciativa do Ministério Público, através de suas entidades representativas, e como assinalou o procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, a expectativa é colocar na pauta da sociedade civil o debate sobre a importância de uma conduta ética rígida, desde os atos mais simples, como forma de levar o País a uma postura geral mais séria e combativa frente à dita grande corrupção.
Palavras de Sotto Maior:
”Nossa participação se dá no sentido de mostrar à população, sobretudo às crianças e adolescentes, que é fundamental ser honesto. Que essa é a melhor maneira, inclusive, de lutar contra as injustiças maiores, especialmente as sociais, que comprometem a vida de todos”.
Promotores de Justiça de Londrina, em especial aqueles que combateram antes e continuam combatento a corrupção em nossa cidade, estarão presentes ao lançamento na capital. Como a intenção, exposta pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) é “transformar todos os promotores e procuradores de Justiça, que integram a Instituição, em agentes mobilizadores do projeto”, os londrinenses comprometidos com essa luta sabem que eles têm muito o que transmitir, tanto em experiência como na fidelidade aos princípios de moralidade.
UM NOVO PAÍS – A extraordinária confiança da população no Ministério Público credencia essa instituição: é comprovadamente a mais indicada para liderar uma mobilização como essa proposta para combater a corrupção. Recomendo a todos que me lêem para que acompanhem a sua implantação. E, mais que isso: que participem efetivamente. Nossos filhos e netos e as futuras gerações nos agradecerão. A campanha criou um site em que mostra as definições do movimento e informam o que acontece. É este: http://www.oquevocetemavercomacorrupcao.com
Reproduzo, na seqüência, um artigo com os princípios básicos e os caminhos a seguir. Leia, por favor.
IMPORTÃNCIA DA CAMPANHA
A necessidade de uma ética humana comum para a convivência coletiva e harmônica deve ser construída a partir da singularidade do sujeito, respeitadas as diferenças e pluralidades múltiplas da raça humana. Uma sociedade só se modifica, quando os indivíduos que a compõem se modificam. E toda mudança envolve educação. No Brasil, a educação se apresenta como um importante veículo de combate à corrupção, por meio da percepção e do estímulo à ética, à moral e à honestidade do cidadão, e o comprometimento da sociedade na cobrança pela transparência da gestão pública e com o fim da impunidade. Outro fator relevante é a adoção de medidas que contribuam para a diminuição da burocracia judicial e melhore a eficiência dos serviços da Justiça na punição de corruptos e corruptores. Esta visão estimula a criação de soluções possíveis de serem incrementadas como a atuação preventiva por meio da mobilização e conscientização social. Partindo desta premissa e diante das dificuldades em se coibir práticas corruptas que estão arraigadas na sociedade brasileira, considerando que uma das soluções seria a atuação preventiva dos agentes sociais, iniciamos um projeto de mobilização e conscientização social denominado "O que você tem a ver com a corrupção?". O programa tem o caráter educativo de trabalhar a problemática da corrupção a partir de soluções práticas visíveis, longe do discurso demagógico tão comum nos dias de hoje. O ineditismo da projeto consiste na confecção de um processo cultural de formação de consciência e de responsabilidade dos cidadãos, a partir de três tipos de responsabilidades baseadas nas idéias da filósofa Hannah Arendt: a) a responsabilidade para com os próprios atos, ou responsabilidade individual: estou fazendo a minha parte no meu dia-a-dia? b) a responsabilidade para com os atos de terceiros, ou responsabilidade social ou coletiva: estamos cobrando individual e coletivamente a efetiva apuração e punição de corruptos e corruptores? Estamos efetivamente contribuindo para o fim da impunidade? c) a responsabilidade para com as gerações futuras a partir de um agir consciente. É justamente esta responsabilidade que justifica o estímulo às novas gerações a adotarem uma conduta ética e moral comprometida com o bem estar coletivo. É extremamente importante conscientizar a juventude sobre as conseqüências dos vícios e condutas desonestas. Lembremos que se toda humanidade fosse viver em condições financeiras iguais aos 20% (vinte por cento) dos que mais detêm poder econômico, seriam necessários 10 (dez) planetas Terra para satisfazer o consumo de toda a humanidade. Além do objetivo preventivo por meio da educação, o projeto (a campanha) tem como escopo estimular as denúncias populares dos atos de corrupção, não importando o maior ou menor grau de lesão à população. Com isso, cria-se um canal direto entre a sociedade e o Ministério Público Brasileiro, facilitando a apuração das mencionadas condutas.
C-U-R-T-I-N-H-A-S
01 – Dados divulgados hoje: o Paraná já tem 7 celulares para cada 10 habitantes. Que esse aparelinho se incorporou à vida de todos nós, está mais do que evidente. Só que vem mais por aí, com imagem, Internet, tudo o que existe em termos de tecnologia. É outro mundo, mesmo.
02 – Contei um pouco dos meus tempos de estudante em São Paulo. Aí, recebi do escritor Domingos Pellegrini: “Délio, eu não sabia que você tinha essa experiência com pincéis. Então estou querendo pintar uns muros aqui na chácara, em mutirão, e pensei em convidar você. Pode até escrever uns slogans, já que o muro é nos fundos e ninguém da rua irá ler”.
03 – E ele escreveu um pouco mais: “Agora falando sério: o programa eleitoral é um fosso de lugares comuns, hem? Tantos repetindo os mesmos chavões! A "caminhada" rumo à prefeitura... "conto com seu voto", "vamos juntos". Falar chavão é o mesmo que não dizer nada e ainda passar recibo de maria-vai-com-as-outras”. Falou, Dinho!
04 – Lembram-se de como milhares e milhares de agricultores foram daqui para o Paraguai, depois da grande geada de 75? Pois é, não poucos londrinenses compraram terras por lá e tornaram-se os chamados brasiguaios. Pois agora o novo presidente Fernando Lugo, que era bispo, anda querendo tomar tudo para fazer a tal reforma agrária tipo MST. Tem muito parente preocupado por aqui.
05 – O PT tem um conhecido gay, que “virou mulher”, candidato (a) a vereador em Curitiba. Andrielly Vogue é o nome da figura, que tem um número bem apropriado: 13024. Sem rodeio, ele (a), pedia pra votar no 13 viado. O PT e a Associação de Gays, Lésbicas, Transexuais e Travestis pediram pra ele mudar o discurso. Mudou. Agora, fala contra o preconceito.
06 – O Paikan também vai dançar, sabia? Não, nem rumba, nem tango e muito menos pagode. Explico: Paikan de Mello e Silva é um dos muitos parentes do Gov Bob Req com emprego no governo. Com o fim do nepotismo determinado pelo Supremo, todos vão dançar nos empreguinhos. Inclusive o Paikan.
07 – As coisas não andam nada boas para os lados do Bob, que, mesmo assim continua rindo. O irmão vai perder a boca no Tribunal de Contas, o candidato dele a prefeito continua no zero e agora a Justiça bloqueou R$ 50 mil das contas bancárias. É pra pagar multas, apenas o começo. E vai longe hem!
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COM OS CANDIDATOS A PREFEITO, TEM DE TUDO NA TV
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2008
A maioria não gosta, não quer nem saber. E boa parte desliga a tevê, preferindo filmes ou qualquer variedade. Pois eu gosto. E ainda que não gostasse, trataria de ver, afinal é matéria prima para meu trabalho. Nunca perdi, é uma fonte preciosa de informação.
O nível de produção dos candidatos a prefeito pode ser considerado bom, na média. Alguns melhores que outros, como é normal, mas os cinco deputados que efetivamente disputam a eleição estão sendo bem atendidos por suas equipes de produção. Bem melhor que em outros tempos, quando não existiam tantos recursos tecnológicos disponíveis.
Cada um deu o seu recado, mas é o caso de perguntar: o que foi mais marcante nesse primeiro programa? Posso responder de diferentes maneiras. Por exemplo: foi aquela musiquinha do cassado (“Nós vamos votar de novo, no Antônio...”), que escuto há 36 anos, desde que ele foi candidato a prefeito pela primeira vez, em 1972. “Votar de novo”, no caso, vem das eleições para vereador e deputado estadual, em que foi muito bem votado.
Desta vez, no entanto, teve outro áudio bem mais marcante: o candidato do Partido Comunista Brasileiro, Amadeu Felipe, deixou no fundo durante todo o seu minutinho de programa, o conhecido Hino da Internacional Comunista, que tem nada mais nada menos que 120 anos e até hoje é cantado pelo mundo afora. Tem um resuminho ali na frente.
FIGURÕES PRESENTES – O presidente Lula estava presente no programa de André Vargas; Hauly trouxe Álvaro Dias, José Serra e Beto Richa; e Vilson Machado (PSOL) teve a companhia da ex-candidata à Presidência Heloísa Helena. Foi notada a ausência do Gov Bob Req, que era esperado no programa de Cheida (PMDB). Mas talvez ele ainda apareça.
CHAPELIN DÁ ENCRENCA – Houve eleições em que a Rede Globo encrencou quando usaram imagens de seus artistas. Pois hoje o André Vargas usou e abusou de imagens do Globo Repórter, que mostrou o bom momento econômico que Londrina vive. O problema maior foi colocar no ar o Sérgio Chapelin repetindo diversas vezes a frase “Muito bom, não é?”.
A INTERNACIONAL - A música de fundo do Amadeu Felipe começou como um poema escrito em 1870, na França. Não tinha melodia, até que foi transformada na Internacional Socialista, música que devia ser cantada no ritmo da Marselhesa. Tornou-se o hino do socialismo internacional revolucionário. “Seu refrão: C'est la lutte finale./Groupons-nous et demain/L'Internationale/Sera le genre humain, que, traduzindo livremente, signfica, "Esta é a luta final./Vamos nos juntar e amanhã/A Internacional/Irá envolver toda raça humana" (a tradução mais usual costuma ser: Bem unidos façamos...”. Lá no final, abaixo das “Curtinhas”, estou publicando a letra traduzida da Internacional.
PALANQUE PODE SER PERIGOSO
E já que estamos falando em campanha pra prefeito, olha essa que aconteceu em Antonina.
Candidato à reeleição, o prefeito Kleber Fonseca teve um início de campanha inédito, como contou um veículo local, o Vox Populi.
Foi assim o primeiro discurso do Fonseca:
- Povo de Antonina! Quando eu subo neste palanque, me sinto com a força de um elefante!
No meio do povo, um moço gritou:
— Cadê a tromba?
Respondeu na bucha:
— …Tá no rabo da tua mãe, seu f.d.p.!
* E o comício acabou.
C-U-R-T-I-N-H-A-S
01 – “Cooomo?? Você está publicando a letra da Internacional Comunista? Mas isso é subversão! Se estivéssemos nos bons tempos do regime militar, você ia pra cadeia. Em cana! Cana de verdade, ta bom???”.
02 – Que ainda existe idiota por aí falando coisas parecidas, não tenho a menor dúvida. Mas como eu conheço cana por “atividades subversivas”, nos tempos de estudante em São Paulo, minha resposta a esse idiota é bem simples: vai catar coquinho, vai!
03 – Essas canas estudantis foram antes do golpe de 64. Se fossem depois, não sei se sairia vivo do calabouço porque, cá pra nós, eu irritei muito os tiras da Dops de São Paulo. Como? Não entendi direito... ah sim, você quer que eu conte como fui preso, é isso? Lá vai, só uma das vezes.
04 – Em abril de 1961, os americanos e mercenários tentaram invadir Cuba, desembarcando na Baia dos Porcos, mas foram solenemente rechaçados pelos cubanos. Quando a invasão começou, reunimos um grupo de estudantes universitários, mais de trinta e fomos pichar o Consulado Americano no Conjunto Nacional. Isso aconteceu pelo mundo afora.
05 – Pinceis e tintas, íamos escrevendo nas paredes da Avenida Paulista: “Yankees, go gome”, “Cuba si, yankees no!”, “Fora imperialistas!” e mais algumas frases do momento. Os tiras chegaram, quando a parede estava toda pintada. Fomos uns 15 em cana.
06 – Lá pela meia-noite, começaram a libertar um por um. Duas da madrugada, todos soltos, menos um: yo mismo. É que eu havia sujado de tinta os ternos de dois policiais da Dops. Ninguém foi embora e começaram a chegar deputados pra me libertar. Lembro-me de dois: Luciano Lepera (estadual) e Almino Afonso (federal), que veio a ser vice-governador.
07 – Fui libertado depois das 9 da manhã e recebido com festa pelos amigos que lá ficaram me esperando. Imprensa presente, saí com foto e tudo na capa da Folha de S.Paulo. Quando voltei para Londrina em definitivo, alguns meses depois, minha fama de “subversivo” por aqui estava bem plantada. Para alguns idiotas, continua até hoje; para uns poucos do PT, virei direitista. Enfim... vão catar coquinho! – uns e outros.
HINO DA INTERNACIONAL SOCIALISTA
De pé, ó vÍtimas da fome! De pé, famélicos da terra! Da idéia a chama já consome A crosta bruta que a soterra. Cortai o mal bem pelo fundo! De pé, de pé, não mais senhores! Se nada somos neste mundo, Sejamos tudo, oh produtores!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
Senhores, patrões, chefes supremos, Nada esperamos de nenhum! Sejamos nós que conquistemos A terra mãe livre e comum! Para não ter protestos vãos, Para sair desse antro estreito, Façamos nós por nossas mãos Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
Crime de rico a lei cobre, O Estado esmaga o oprimido. Não há direitos para o pobre, Ao rico tudo é permitido. À opressão não mais sujeitos! Somos iguais todos os seres. Não mais deveres sem direitos, Não mais direitos sem deveres!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
Abomináveis na grandeza, Os reis da mina e da fornalha Edificaram a riqueza Sobre o suor de quem trabalha! Todo o produto de quem sua A corja rica o recolheu. Querendo que ela o restitua, O povo só quer o que é seu!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
Nós fomos de fumo embriagados, Paz entre nós, guerra aos senhores! Façamos greve de soldados! Somos irmãos, trabalhadores! Se a raça vil, cheia de galas, Nos quer à força canibais, Logo verá que as nossas balas São para os nossos generais!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
Pois somos do povo os ativos Trabalhador forte e fecundo. Pertence a Terra aos produtivos; Ó parasitas deixai o mundo Ó parasitas que te nutres Do nosso sangue a gotejar, Se nos faltarem os abutres Não deixa o sol de fulgurar!
Bem unido façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos A Internacional
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QUATROCENTOS NO AR. MUDANDO, RENOVANDO...
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
São 407 os que se inscreveram como candidatos a vereadores. Hoje começou o desfile no rádio e na televisão, mostrando com clareza que tudo está igualzinho a quatro anos atrás, quando foram eleitos os dezoito atuais e seus suplentes que assumiram.
As pesquisas confirmam o que se sabia em eleições anteriores: a maioria acredita que pode escolher candidato através da televisão, onde cada um mostra a cara e dá uma mensagem curta. Para as pessoas esclarecidas isso pode parecer até absurdo, mas é preciso entender que o eleitorado mais humilde não conhece candidatos.
Um pouco diferente de outras eleições é a promessa de um “novo tempo” embutida nas expressões mudar e renovar. Isso é decorrência direta dos escândalos que afetaram a Câmara e repercutiram intensamente no seio de toda a sociedade. Então, aquela pregação reformista ou mudancista repetida a todo momento no auge do escândalo, defendendo total renovação com a troca dos 18 vereadores, isso foi capturado pelos candidatos, até mesmo alguns manjados que estão em todas há muitos anos. Puro oportunismo.
Na televisão, vi não poucos amigos se apresentando como candidatos. Entre eles, virtudes reconhecidas, tal como aconteceu em eleições anteriores. Mas também apareceram algumas figuras que, para o bem do serviço público e em nome de um regime de moralidade e decência, não deveriam nem passar por perto da Câmara.
Enfim, gente nossa, nada de expressivamente novo. Vamos às urnas como sempre, escolhendo entre os conhecidos aqueles em quem acreditamos. Olhando para a frente, é possível ter uma boa certeza: depois do que aconteceu este ano o comportamento do colegiado da Câmara vai melhorar pra valer. E vai mesmo, ainda bem.
NEM CHEGOU, MAS SERÁ ATROPELADA
Agora estou me referindo à TV Digital. Aqui em Londrina já temos a Flex TV, mas em termos nacionais ainda está distante, vai chegando aos pouquinhos. Só que será atropelada em poucos anos pelas novas tecnologias centradas no IPTV, que vai “completar a revolução impulsionada pelo crescimento global da Internet”.
Quem garante esse atropelamento é o mais respeitado especialista em tecnologias da informação e economia digital, o jornalista Ethevaldo Siqueira, que tem colunas em diversos jornais e programas ao vivo em redes de rádios.
Em poucos anos, essas inovações vão mudar a forma de assistir
TV mundo afora. Especialistas apontam que no prazo máximo de uma década, o IPTV vai atropelar a TV digital e completar a revolução impulsionada pelo crescimento global da internet.
Trocado em miúdos, o que vem por aí, em termos mundiais, é a “conexão de um televisor a um roteador de banda larga, que emite os sinais diretamente da web para que o telespectador acompanhe as novidades virtuais”. A nova televisão virá do computador com inúmeras opções tecnológicas e, o que é bom, muita economia. Ótimo, que venha logo.
“QUEM É BRANCO QUE SE CUIDE”
Olha, sempre recebo aqui trabalhos de bons conteúdos, alguns extraordinários. Como sei que eles circulam intensamente pela Internet, não costumo reproduzir. Mas este aqui, que já chegou há umas duas semanas, desta vez vai ser transcrito porque, tenho certeza, muitos não o leram ainda. É trabalho de um dos homens mais respeitados deste País, o mestre Ives Gandra da Silva Martins, com um tema que até surpreende. Então, sem falar mais, só recomendo: está lá no final do espaço, depois das “Curtinhas”. Pra quem ainda não leu, vai surpreender.
HÁ 39 ANOS, AQUI MESMO
Título na Folha de Londrina, em julho de 1979: “Ulysses e Brossard amanhã em Londrina defendem MDB”. Ainda era regime militar, em plena vigência do famigerado AI-5, e as boas lideranças lutavam para que a ditadura não extinguisse o velho MDB.
Londrina foi escolhida para o lançamento nacional dessa mobilização. E, além de Ulysses Guimarães e Paulo Brossard, olha só quem mais estava na comitiva: Mário Covas, Tancredo Neves, Fernando Henrique Cardoso, Teotônio Vilela e mais um punhado de deputados e senadores.
Esse encontro foi com casa lotada no antigo Grêmio Literário e Recreativo Londrinense, que hoje virou igreja evangélica ali na alameda, abaixo da Catedral.
EMOÇÕES – Foi uma noite de muitas emoções. Como sei? Ora, eu estava lá e fui encarregado de ler a “Carta de Londrina”, com uma palavra de ordem adotada nacionalmente: “MDB de pé!”. Só que... não conseguimos ficar de pé coisa nenhuma. MDB virou PMDB, que manteve a luta, ganhou a redemocratização e... hoje é essa coisa feia que está aí.
C-U-R-T-I-N-H-A-S
1 – Essa matéria da Folha, de 1979, sobre o lançamento da campanha para salvar o MDB, mostra porque Londrina foi escolhida para o início da campanha nacional: aqui, o partido era muito forte.
2 – Trecho da matéria: “Londrina foi escolhida... face à sua representatividade emedebista, com 5 dos 25 deputados federais paranaenses (Hélio Duque, Olivir Gabardo, Osvaldo Macedo, Álvaro Dias e Waldmir Belinati), três estaduais (Del Ciel, Nelson Malaguido e José Tavares), dois senadores (Leite Chaves e José Richa), além do seu prefeito Antônio Belinati”.
3 – Outros tempos, é verdade. Veja-se que esse time de 79 rendeu dois governadores, eleitos pelo voto direto. Em compensação, algumas carreiras terminaram em poucos anos e as mudanças partidárias foram muitas, depois da abertura política.
4 – Dos onze emedebistas citados na matéria, um morreu (o governador José Richa) e apenas dois continuam na política: o cassado A.Belinati, que quer voltar à Prefeitura; e o senador Álvaro Dias, que planeja o retorno ao governo paranaense.
5 – Hoje 45, amanhã 44, depois 43, domingo 39... e aí vai rolando a contagem regressiva até terminar o horário gratuito para propaganda eleitoral. A maioria faz essa contagem, de verdade.
6 – Mas precisamos convir: se essa coisa é bem xarope, torna-se importante considerar que é o principal instrumento para divulgação dos candidatos, tanto a prefeito-vice, como para vereadores. Ruim com ela, pior sem a própria – a propaganda. Então, 45...
'VOCÊ É BRANCO? CUIDADO!'
Ives Gandra da Silva Martins*
Hoje, tenho eu a impressão de que o 'cidadão comum e branco' é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a submetidas a possíveis preconceitos. Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados. Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.
Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. São tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
*IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - Professor Emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU, da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, e é Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
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USINAS DO TIBAGI: CRITICAS, ATAQUES, MAS VÊM AÍ
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Militante da causa ambiental, integrando o Grupo de Comunicação da Ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE), o jornalista Marcelo Frazão envia à coluna cópias de documentos técnicos relacionados aos estudos de impactos na futura Usina Hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi.
Destaco a posição equilibrada do Marcelo. Defende pra valer seus pontos de vista e os posicionamentos da Ong, mas, ao contrário de outros que apenas esbravejam, trata de fundamentar o que afirma com estudos e relatórios de prospecções na área a ser inundada. Merece respeito pelo amadurecimento, mesmo sendo um profissional relativamente novo.
Palavras do jornalista: “Estamos estudando outros casos semelhantes de problemas com a água de reservatórios país afora, para aprofundarmos mais ainda a questão. Temos um grupo de estudo permanente sobre o assunto, que analisa relatórios, faz expedições, coleta dados, contradita informações”.
E mais: “Não temos problemas com exageros - tudo o que falamos é baseado em laudos, análises e informações ou de pesquisadores da UEL ou dos documentos do próprio Consórcio que quer construir a UHE Mauá. Todos estão disponíveis no site da Copel - à exceção do EIA/Rima fraudado”.
Marcelo Frazão chegou mesmo a convidar-me para participar do grupo em que atua “para conhecer mais sobre o sistema energético nacional e sobre o impacto de usinas hidrelétricas”.
Agradeço pelo convite, mas não há como participar. De qualquer forma, busquei em uma curta pesquisa e lá encontrei o blog da Ong, que desconhecia. Se alguém quiser, está aqui: http://ongmae.blogspot.com/2004/06/conhea-ong-mae.html
Não significa, claro, que eu assuma posições defendidas pela instituição. Entendo, sim, que todo tema atual precisa ser debatido com responsabilidade, sem atropelos como acontece muito por aí.
Nunca me esqueço dos xingamentos e das besteiras que fomos obrigados a ouvir ou ler na época do “apagão” durante o governo FHC. A vida nos ensinou e continua ensinando que o problema energético é dos mais sérios dos nossos tempos e só mais recentemente estamos vendo alternativas futuras para substituir as antigas geradoras. As divergências e contradições fazem parte da vida, têm tudo a ver com os avanços tecnológicos. Então, divergir faz bem. O que não pode acontecer é interromper tudo devido a razões menores ou discutíveis.
Exemplos? Pois não: assim como já pesquei dourado, pacu e outros peixes nobres no Tibagi, hoje pesco “importados” do Norte na Capivara, tal como pesco com meus netos a “estrangeira” e gostosa tilapia nos pesque-pagues. E também já puxei muito bagre no Rio Madeira, bem na cachoeira onde será implantada a grande usina de Santo Antônio. Que defendo, da mesma forma como defendo os projetos do Tibagi...
“SÃO PASSIONAIS, NÃO DIZEM A VERDADE”
A mobilização contra as usinas do Rio Tibagi tem o mesmo ritmo de tantas e tantas outras que aconteceram e acontecem no País. Inclusive em Rondônia, com o Rio Madeira.
O atual secretário estadual de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, vem sendo fustigado há anos pelo movimento dos ambientalistas, alguns de verdade, outros nem tanto, alguns aproveitadores para fins carreiristas. Não há nada de novo nisso, tal como no sindicalismo profissional hoje aboletado no poder – até quando hem?.
A verdade, entretanto, gostem ou não, é que o secretário Rasca conseguiu sobreviver, enquanto as muitas ações propostas na Justiça não tiveram o desejado efeito de impedir as hidrelétricas; e as obras estão para começar em Mauá. Depois, com a mesma trabalheira, virão as outras usinas projetadas.
O secretário já esteve debatendo tudo isso com os contrários, na UEL. E lá repetiu o que sempre afirma: que é uma irresponsabilidade dizer que existem fraudes, que as acusações são levianas e têm objetivos políticos, que é uma falta de compromisso com a realidade e com o Paraná essa previsão de que a água do rio será contaminada.
Enfim, é isso aí. Pode ser que consigam algum outro artifício para atrasar um pouco mais essas obras importantes para o sistema de energia. Mas também pode ser que não. O fato é que, com ou sem barulho, a primeira hidrelétrica vai começar.
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NO LIVRO DO PARANAGUÁ
O livro-biografia do ex-prefeito Dalton Paranaguá, trabalho do jornalista José Antônio Pedriali, tem informações interessantes sobre aqueles anos brabos, de 1968 a 1973. Muito variado, tem vasto material político do Paraná e especialmente de Londrina.
Pedriali inseriu no livro a composição da conflitante Câmara Municipal durante o mandato de Dalton. Eu estava lá, era um dos nove do velho MDB, contra doze da Arena.
Como o livro traz a votação de cada vereador, vou logo destacando, antes que comecem a repetir, em tom jocoso, que eu fui o menos votado dos 21 eleitos. Verdade. Aliás, já escrevi isso outras vezes, sempre lembrando: o cassado A.Casemiro foi o mais votado (2.507 votos) e eu o rabeira da turma (738 votinhos). Só tem um detalhe: eu não fiz campanha, não pedi votos, pois estava cuidado do 1º. Festival Universitário.
ÁLVARO LÁ – Álvaro Dias fez apenas 991 votos, foi o décimo na lista, mas chegou ao Iguaçu e ao Senado. Belinati, além de tri-prefeito, disputou com Álvaro, em 74, a posição de segundo deputado federal mais votado do país. Perdeu essa e ficou em quarto ou quinto. Daquele colegiado saíram mais três deputados estaduais: Dácio Leonel, José Antônio Del Ciel (prefeito por nove meses) e Otássio Pereira.
... E ALÉM DO LIVRO
Lembrei-me, daqueles tempos, de uma reportagem sobre Londrina publicada na saudosa revista Realidade. Sabia quem havia escrito: o meu amigo Ruy Fernando Barboza. Então, pedi que ele fizesse um resumo do que produziu há trinta e seis anos. E o Ruy atendeu:
- O Dalton Paranaguá foi personagem dessa matéria, na edição Nossas Cidades, da revista Realidade, em 1972. Na época, percorri todas as regiões brasileiras, durante três meses, em busca das características principais do novo homem urbano brasileiro, já que o censo de 1970 havia constatado que pela primeira vez o Brasil tinha a população das cidades maior que a rural, ou seja, passamos a ser um país urbano. Fiquei impressionado com o Dalton, e expressei isso na matéria. Destaquei o espírito inovador e criativo do londrinense, que, entre outras coisas, havia pioneiramente eliminado o amarelo entre o vermelho e o verde quando o semáforo vai abrir (depois o Brasil inteiro copiou isso), falei até da criação londrinense de tomar cerveja em lata (quando lançaram a Skol) botando sal e limão na tampinha (lembra?), e do amor dos cidadãos pela cidade, cuidando e plantando nas áreas verdes das calçadas, por exemplo. Dalton me deu uma canseira física (era difícil acompanhar o ritmo de futebol de salão dele, mas consegui!), pra mostrar suas obras, sobretudo as do Vale Verde, de que se orgulhava muito pela solução dada, com as pedras amontoadas no fundo do vale através das quais o pântano foi sendo drenado, e acho que até hoje é assim, mantendo a mesma beleza preservada. Não me lembro se o Moringão e o parque em torno já estavam inaugurados, mas me lembro que, quando assessores próximos queriam, para exaltar sua gestão, falar mal de prefeitos anteriores, ele pedia silêncio e dizia "Refresca a moringa!" (uma coisa que o Lula e demais petistas bem que podiam ter aprendido com Dalton!). Vem daí, dessa frase do prefeito, o nome Moringão, que ainda não tinha sido dado, mas que mostra o quanto Dalton queria que o povo da cidade tivesse bons espaços de relaxamento e alivio de tensões”.
C-U-R-T-I-N-H-A-S
1 – Esta terça marca o início da campanha pra valer, com todos os candidatos no rádio e na televisão. Prefeituráveis, nem todos, terão tempo razoável pra dizer o que pensam e apresentar seus programas de governo.
2 – Alguns, entretanto, de partidos pequenos e sem alianças, mostrarão a cara, darão bom dia ou boa noite e ... pronto... acabou-se o programa. Nada de novo, porém complicado devido ao grande número de candidatos.
3 – Amanhã, só os candidatos a vereador vão para o ar. Eles terão os horários às terças e quintas, enquanto os que concorrem a prefeito têm três dias: segundas, quartas e sextas-feiras. Serão 45 dias de programa, encerrando em 2 de outubro.
4 – Na Câmara, amanhã, será dia de apreciar vetos do prefeito sobre três projetos de iniciativa dos vereadores. Mas tem também um quarto veto, em matéria enviada pelo próprio prefeito. Agora é o plenário que decide: quando mantém o veto, vai para o arquivo; se derruba, vira lei. Mesmo que o prefeito não goste.
5 – Um dos projetos vetados é da petista Maria Ângela Santini; outro do também “companheiro” do PT Gláudio Renato de Lima. O projeto do próprio Executivo teve veto parcial devido a enxertos que fizeram na proposta original.
06 – Michel Fegury Júnior, candidato a vereador. Também já implantou o seu blog, onde apresenta biografia e plataforma. Endereço: www.michelfeguryjunior43034.can.br Ele pede a quem ler que apresente críticas, “sejam elas quais forem”.
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IBOPE MOSTRA AS PREOCUPAÇÕES DO LONDRINENSE
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Sabemos todos – ou deveríamos saber - quais são os problemas da cidade, as grandes preocupações dos moradores. Isso muda, às vezes, dependendo do agravamento de situações problemáticas e, no lado positivo, de soluções encontradas pelo poder público ou pela própria sociedade.
Nos dias atuais, o que mais preocupa o londrinense? Como estamos em tempos eleitorais, essa pergunta faz parte do dia-a-dia político.
É fundamental, para candidatos a prefeito, conhecer bem essa realidade. Daí a preocupação dos institutos de pesquisa de sempre ouvir o povo sobre seus problemas, fornecendo um instrumento importante não só para os políticos como para a população, no julgamento dos projetos de governo.
Lembro-me de equívocos cometidos por candidatos em Londrina. Desinformados, alguns só fizeram confusões no horário da propaganda na televisão e acabaram perdendo votos em vez de ganhar. Certo candidato, que tinha chances de vencer, entendia que a maior necessidade do povo era o transporte coletivo. E bateu forte nessa questão, ignorando que o ônibus não era o primeiro e nem segundo,mas o oitavo problema na lista do eleitorado. Perdeu, quando podia até ganhar a eleição.
E hoje, quais são, na cabeça do povo, os nossos maiores problemas? Violência ou desemprego? Moradia ou limpeza pública? Olha, o levantamento do Ibope tem algumas surpresas, que vamos conferir na seqüência.
A PERGUNTA – Com uma listagem na mão, o entrevistador do Ibope fez a cada um dos 602 pesquisados uma pergunta detalhada e bem elaborada: “Esta é uma lista de áreas em que as pessoas vêm enfrentando problemas de maior ou menor gravidade. Por favor, diga-me quais são as três áreas que mais têm preocupado o (a) sr (a) e sua família atualmente”.
AS RESPOSTAS
Tal como está nos relatórios do Ibope, que podem ser conhecidos no www.ibope.com.br , eis os problemas e os percentuais atribuídos pelos eleitores:
Calçamento de ruas e avenidas - 16%
Saúde - 70%
Educação - 39%
Praças/jardins/parques - 5%
Trânsito - 9%
Abastecimento de alimentos - 2%
Transporte coletivo - 6%
Iluminação pública - 6%
Limpeza pública - 13%
Abastecimento de água - 1%
Segurança pública - 55%
Habitação - 7%
Meio ambiente - 4%
Menor abandonado - 9%
Falta de opções de lazer - 4%
Rede de esgotos - 2%
Desemprego - 30%
Nenhum destes - 1%
Não respondeu - 0
É ISSO MESMO? – Há surpresas ou não há? Deve-se considerar, claro, que a indicação dos três maiores problemas em vez um só, o maior, pode gerar alguma divergência. Mas como eu respeito muito o padrão profissional do Ibope, quero acreditar que essa é a melhor receita. Para quem imagina, por exemplo, que a segurança pública é a maior preocupação, chega a ser surpresa que a questão da saúde apareça em primeiro lugar. Muito bem, os números estão aí. Divirtam-se.
C-U-R-T-I-N-H-A-S
01 – O deputado André Vargas finalmente colocou no ar a sua página de candidato a prefeito. A demora, ao certo, deve-se à busca de qualidade porque o site é realmente bonito e tem conteúdo. Traz até um espaço para “Jingles & Ringtones”, além de documentário histórico de Londrina e muito mais. É www.andrevargas13.can.br
02 – A Sociedade Rural do Paraná também terá debates com os candidatos, um de cada vez. Começa segunda-feira, às 17h30, com Barbosa Neto. Haverá uma exposição e espaço para os associados perguntarem o que quiserem. Tudo mesmo.
3 – Na matéria de ontem lembrei a campanha feita há muitos anos contra a água do Rio Tibagi, que “não servia para consumo”. Na época, o abastecimento de água era uma das maiores preocupações do londrinense. Hoje? É a menor de todas, citada por apenas 1% dos pesquisados pelo Ibope. E os barulhentos estão aí de novo, falando em “água envenenada”.
4 – Hoje vi o cassado A.Belinati em entrevista a um canal de tevê, na faixa do meio-dia. O fulano não emenda: diz que vai dar reposição salarial todo mês, como era nos tempos de inflação; diz que vai construir quantos módulos policiais a Polícia pedir. E lá vai ele...
5 – Muito interessante. O colunista Luiz Geraldo Mazza deve ser o mais antigo analista político do Paraná. Isso não o impediu de dar definição na Folha: “Analista político é uma espécie de coprologista (especialista em fezes) que vibra quando acha ovo de parasita em matéria examinada...”.
6 – Mas cá pra nós, tá mal das pernas esse PMDB do Gov Req, hem! Se fosse só em Londrina, com 7%, e Curitiba, com traço, ainda dava pra entender. Mas é no Paraná inteiro, seo! Olha, eu já fui desse partido, mas, por favor, não espalhe não...
7 – Ao dizer que é o mais jovem candidato a prefeito, por nunca ter disputado essa eleição, André Vargas referiu-se a outros que estão nessa há dez, vinte “até quarenta anos”. Chegou perto, mas quarentão ainda não tem: o mais antigo, Belinati, concorreu há “apenas” 36 anos, ou seja, em 1972. Tal como Álvaro Dias. Nesse mesmo ano, Hauly foi eleito vereador, em Cambé.
8 – E o Fidel Castro? Completou 82 anos esta semana, olhando numa boa o irmão Raul no comando. Já está sobrevivendo há três anos das complicações. Quem apostou na morte dele e até preparou festa está perdendo.
9 – Última moda na tevê: mostrar dessas mulheres manjadas que estão em todas, agora exibindo tetas imensas feitas de silicone. Estes dias tinha uma, toda badalada, com 7 quilos de cada lado. Tem gente que gosta, mas é um mau-gosto de doer. O pior é que tem mocinhas dizendo que vão fazer o mesmo...
Então, até segunda-feira.
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